literatura: a visão de vários mundos

Eu sinto pena: daqueles que mentem,
daqueles que usam máscaras para
disfarçar o seu verdadeiro eu interior.
E o pior, não temos algo que identifique
de imediato este ser desprezível.
Qual a graça de mentir ?? Esconder?
Ah !! Se tudo fosse como pensara.
Quando em meio ao meu tempo,
pude vibrar e gritar de felicidade
pelo simples fato de escutar sua voz.
Como fui bobo, criança, ingênuo.
De acreditar em tantas palavras falsas.
Promessas que vejo a realidade escura.
Criastes um castelo de sombras
a qual me envolveu nesta neblina:
fria, cega, desumana e solitária.
Agora chego em um estado de pena.
Uma luta que travo todos os dias
para tirar você de vez da minha mente.
Essa batalha a cada guerra de mim,
surge algo rígido: mudanças que
me assustam e faz com que eu
cresça no mundo, onde eu já
não mais fazia parte, ou seja,
o meu mundo, o meu eu superior.
Pensei que tu me amavas a todo momento.
Que eu seria teus pensamentos durante
todos os minutos refletidos ao dia,
porém custa-me a ver o quanto
brincastes com meus sentimentos.
Estou erguendo-me desse chão.
Aos poucos crio forças sobrenaturais
que são substâncias purificadoras
da minha alma errante e ingênua.
Autor: Rodrigo Lima.